Ontem, nesta parte da cidade, tivemos um tipico dia de Depressão pós seriados depressivos.
Com uma boa chuva para regar os desapontamentos e fazer crescer a solidão. Definitivamente foi assim a minha noite.
Mas uma coisa ainda salvou, o novo episódio de "
House" e como sempre a posterior sensação, a qual eu gosto chamar de "House pos-feeling". Para quem não sabe o "House pos-feeling" é aquela sensação de que esta lhe faltando uma perna, aquela sensação que temos quando acaba o sorvete preferido e você ainda esta com vontade, você quer mais. Em sintese, o "House pos-feeling" é a saudade prematura de um proximo episódio, aquele que você sabe ser a solução para seus problemas, mas que vem e que vai e seus problemas ainda estão lá. E não pensem que é apenas com House, essa senção esta em tudo; quando acabamos de ler um livro e ficamos horas pensando sobre a história, ou quando assistimos a um filme e sempre nos perguntamos "Porque ele fez isso? Poderia ter sido diferente". Mas, como toda a boa história, o gostinho de "Quero mais" é o que faz a maquina girar, portanto, girê-mos com a maquina.
Como havia dito, uma chuva torrencial caiu ontem a noite. Lavou os sentimentos. Levou embora a pequena camada superficial de alegria e deixou amostra para o céu negro da noite os sentimentos mai profundos, aqueles que você tenta esconder a todo custo mas que sempre é desmascarado pelo menor observador que seja.
Ontem tambem ao assistir "
One Tree Hill" me deparei com a seguinte frase dita pelo Sr. Lucas Scott:
"Quantos momentos da vida dos outros nós fizemos parte? Ou se fomos parte da vida de alguém quando os sonhos dessa pessoa se tornaram realidade?"Vocês ja pararam e refletiram sobre isso alguma vez?
Alguns tenho certeza que sim, outros talvez apenas vivam sem ter se deparado com uma pergunta igual a essa, mas agora que estamos face-a-face com ela, eu me pergunto: Qual a importância que temos na vida dos outros? Qual o nosso valor para as pessoas? O quão preciosa é nossa amizade, nossa companhia?
Sem chegar as devidas repostas eu gosto apenas de pensar que as pessoas se importam conosco e em algum ponto começam a gostar de nossa companhia, por fim podemos nos tornar uma grande parte na vida da pessoa e nem saber, deixar escapar sem agradecer por ter participado, deixar que o ego auto-destrutivo apenas faça sua parte excluindo-nos por não sabermos nosso valor, nossa importancia.